Quando falamos em saúde mental, muitas vezes pensamos apenas nos adultos. Mas a saúde emocional das crianças também precisa de atenção desde os primeiros anos de vida.
A infância é uma fase fundamental para o desenvolvimento emocional. É quando a criança começa a compreender seus sentimentos, construir vínculos, desenvolver autoestima e aprender a se relacionar com as pessoas e com o mundo ao seu redor.
Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e valorização da vida, também é importante olhar para a infância e entender como família, escola e sociedade podem contribuir para que crianças cresçam emocionalmente mais protegidas.
O que é saúde mental infantil?
Ter saúde mental na infância não significa estar feliz o tempo inteiro.
Crianças sentem medo, raiva, tristeza, frustração, ansiedade e insegurança. Essas emoções fazem parte do desenvolvimento.
O que faz diferença é encontrar um ambiente no qual a criança possa expressar o que sente e contar com adultos capazes de oferecer escuta, segurança, proteção e acolhimento.
Por isso, cuidar da saúde mental infantil envolve também cuidar das relações e do ambiente no qual a criança está inserida.
Como cuidar da saúde emocional das crianças?
Algumas atitudes cotidianas ajudam a construir um ambiente emocionalmente mais seguro:
ouvir a criança com atenção;
não diminuir ou ridicularizar seus sentimentos;
manter uma rotina que ofereça segurança e previsibilidade;
reservar tempo para brincar e conviver;
demonstrar carinho e afeto;
observar mudanças importantes de comportamento;
incentivar a criança a falar sobre aquilo que sente;
manter diálogo entre família e escola;
procurar orientação profissional quando houver preocupação com o desenvolvimento ou comportamento da criança.
Pequenas atitudes repetidas diariamente ajudam a criança a compreender uma mensagem muito importante: “Eu posso falar sobre o que estou sentindo e existem pessoas que podem me ajudar.”
Quais sinais merecem atenção?
Cada criança possui sua própria personalidade e maneira de demonstrar emoções. Uma mudança isolada não significa necessariamente que exista um problema.
Entretanto, alterações intensas ou persistentes podem indicar que a criança está passando por alguma dificuldade.
Mudanças significativas no sono ou na alimentação, isolamento, agressividade incomum, medo excessivo, tristeza persistente, perda de interesse por atividades que antes gostava ou alterações importantes no comportamento merecem atenção dos adultos responsáveis.
Nessas situações, é importante acolher a criança e, quando necessário, buscar orientação de profissionais de saúde.
Por que os vínculos são tão importantes na infância?
Crianças precisam de adultos em quem possam confiar.
Família, educadores, profissionais da assistência social e outras pessoas presentes no cotidiano podem formar uma importante rede de proteção.
Quando uma criança cresce sabendo que será ouvida, protegida e acolhida, ela encontra melhores condições para desenvolver confiança, autonomia e capacidade de lidar com suas emoções.
É por isso que falar sobre saúde mental infantil também significa falar sobre proteção, educação, alimentação, convivência familiar e comunitária e garantia de direitos.
Vulnerabilidade social também exige um olhar para a saúde emocional
Para crianças que vivem em contextos de vulnerabilidade social, uma rede de apoio consistente torna-se ainda mais importante.
Dificuldades financeiras, insegurança alimentar, violência, ausência de uma rede de apoio e outras situações enfrentadas pela família podem afetar diferentes dimensões da vida de uma criança.
Por isso, proteger a infância exige um olhar integral.
Não basta atender apenas uma necessidade. É necessário construir ambientes nos quais a criança possa se alimentar adequadamente, brincar, aprender, criar vínculos, sentir-se protegida e desenvolver suas potencialidades.
Como a Casa São Roque contribui para a proteção da infância
Há mais de oito décadas, a Casa São Roque, no Méier, Rio de Janeiro, desenvolve um trabalho de proteção e cuidado com crianças e suas famílias.
Atualmente, 200 crianças são atendidas diariamente pela instituição.
Além das atividades pedagógicas e dos momentos de brincadeira e convivência, cada criança recebe quatro refeições por dia e conta com uma equipe atenta ao seu desenvolvimento e às necessidades de sua família.
Esse cuidado faz parte de uma visão que entende a criança de forma integral: alimentação, educação, proteção, afeto e desenvolvimento caminham juntos.
Setembro Amarelo: cuidar também é prevenir
O Setembro Amarelo nos convida a falar sobre saúde mental e valorização da vida. E a prevenção também pode começar muito antes da vida adulta.
Começa quando uma criança encontra alguém disposto a ouvi-la.
Quando encontra alimento, proteção e segurança.
Quando pode brincar e aprender.
Quando sabe que seus sentimentos são importantes.
E quando existe uma rede de pessoas comprometidas com seu desenvolvimento.
Cuidar da infância hoje é contribuir para a construção de um futuro com mais proteção, oportunidades e esperança.
Conheça e apoie o trabalho da Casa São Roque
Todos os dias, trabalhamos para garantir proteção, alimentação, educação e oportunidades de desenvolvimento para 200 crianças.
A continuidade desse atendimento só é possível com a participação de pessoas e empresas que acreditam na importância de cuidar da infância.
Conheça a Casa São Roque, acompanhe nosso trabalho e descubra como fazer parte dessa rede de proteção.💛

